Na gestão de frotas, escolher o tipo de manutenção correto é uma decisão que impacta diretamente nos custos, na segurança e na disponibilidade dos veículos. Duas das abordagens mais conhecidas são a manutenção preditiva e a manutenção corretiva, cada uma com vantagens e limitações.
Enquanto a preditiva se apoia em tecnologia e análise de dados para intervir antes que uma falha ocorra, a corretiva espera que a avaria seja evidente para repará-la. A chave está em entender suas diferenças e decidir qual aplicar segundo o perfil e as necessidades da frota.
A manutenção preditiva utiliza dados de sensores, telemetria e análise estatística para prever quando um componente falhará. Não seguem-se intervalos fixos, mas atua-se em função do estado real de cada peça ou sistema.
Exemplo: Um sensor detecta que a temperatura de um rolamento está subindo acima do normal. Antes que quebre, agenda-se a troca.
Vantagens:
Desvantagens:
A manutenção corretiva consiste em reparar um equipamento ou veículo depois que a falha já ocorreu. Pode ser planejada (se detecta-se que algo falha mas o veículo segue operativo) ou não planejada (quando ocorre de forma inesperada).
Exemplo: Um caminhão para porque a correia de distribuição se rompeu. O veículo fica fora de serviço até que seja reparado.
Vantagens:
Desvantagens:
Impacto negativo no serviço e na imagem da empresa.
Uma empresa de transporte com 150 caminhões passou de um esquema 80% corretivo / 20% preventivo para 60% preditivo / 40% corretivo.
Resultados em 12 meses:
A maioria das empresas de transporte mais eficientes não escolhe entre um ou outro. Combinam ambos os enfoques segundo a criticidade de cada ativo.
Um modelo equilibrado poderia ser:
A resposta à pergunta “qual é melhor?” não é absoluta. Depende do tipo de frota, dos recursos disponíveis e da estratégia de manutenção.
No entanto, com os avanços em IoT, inteligência artificial e plataformas de gestão de frotas, a preditiva é mais rentável a longo prazo, mas a corretiva ainda tem lugar em uma estratégia equilibrada.